Gestão de Tecnologias na Escola (síntese analítica de texto)

As TCI's, como diz a autora, entraram no cenário educacional inicialmente na prática administrativa, isso há décadas atrás, mas infelizmente o cenário continua o mesmo em muitas escolas do Brasil. Implantar o uso das TCI's na prática do ensino aprendizado se torna uma necessidade para a cultura informatizada que a sociedade vive nos dias atuais.
As tecnologias da informatização e comunicação são ferramentas muito ricas e importantes não só nas praticas de gestão escolar, pois elas também promovem a potencialização da aprendizagem, tornando as aulas mais dinâmicas e práticas e também são facilitadoras e auxiliadoras do professor. O professor, como agente de transformação social, precisa fazer o esforço para dar a aula mais prazerosa e dinâmica possível implantando os recursos tecnológicos disponíveis na escola. E para que isso ocorra o gestor também precisará viabilizar esse acontecimento.
Sabemos que um computador sozinho não faz nada, por isso a necessidade de pessoas capacitadas para o uso das TICs nas escolas. Os professores devem possuir autonomia e liberdade em sala de aula, ser letrados digitalmente e precisam ser sujeitos integrados na cultura digital. Assim o gestor deve incentivar e fomentar os educadores a inovarem suas práticas docentes com o uso das TICs, buscar recursos para o acesso das mesmas, além de também ter a capacitação necessária para inovar sua gestão com o uso das novas tecnologias. Entender que as TIC's vieram para somar e construir uma gestão mais democrática e participativa.
O uso de tecnologias deve fazer parte dessa nova cultura nas escolas, assim temos que buscar por adaptações, ou mesmo por mudanças para vivermos o que o novo está oferecendo, estamos diante de uma nova sociedade, em que o quadro negro se torna obsoleto e o uso das TCI's se torna necessário neste nosso mundo cada vez mais informatizado. E o papel do gestor é buscar por esta integração das TCI's no ambiente escolar.
Para uma eficaz integração da TIC no ambiente educacional terá de haver uma mudança da atitude dos educadores. Essa mudança exige que estes reconheçam que já não são os detentores da transmissão de saberes e aceitem que as novas gerações têm outros modos de aprendizagem, baseados em novas estruturas, completamente diferentes da estrutura sequencial em que assentam os saberes livrescos tradicionais. Assim, mais do que um transmissor de saberes, o professor será um um mediador de saberes, facilitador de aprendizagens, praticando uma pedagogia ativa e centrada no aluno, desenvolvendo um papel decisivo na construção do cidadão crítico e ativo.
As reformas educacionais devem surgir do interior da própria escola, de acordo com o cenário em que ela está inserida, valendo-se da cultura desenvolvida, assim como de todos os envolvidos, já que a educação é um assunto para toda a comunidade escolar, pois agrega valor no desenvolvimento social, político, tecnológico e econômico de um país. No entanto, é importante ressaltar que reformas educacionais sugerem novos modelos de gestão, o que exige do gestor experiências e práticas (conhecimento tácito) para estabelecer um modelo que se adapte as necessidades e a realidade da escola. Se a sociedade se encontra na era da informatização, não podemos admitir, professores, educadores e principalmente gestores vivendo em uma era não condizente com a realidade dos nossos alunos.
Buscando já por essas mudanças surgem a cada dia cursos capacitadores para gestores e profissionais da educação, de modo a inseri-los no cenário informatizado e integrá-los a essa nova realidade. Lembrando que cabe aos educadores e principalmente gestores buscarem por uma formação adequada e continuada, e junto com a comunidade escolar inserirem na escola projetos de implantação e uso das TIC's, de forma a transformar a realidade do atraso informacional que a instituição educacional, infelizmente, ainda vive.

Referência:

ALMEIDA, M. Gestão de Tecnologias na Escola. Série “Tecnologia e Educação: Novos tempos, outros rumos” - Programa Salto para o Futuro, Setembro, 2002.

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